Quem sou eu
22 setembro 2009
11 março 2009
Visões e Impressões
por Rejane Botelho
Um sentido único de se mostrar o que perto se encontra e não vemos.
Uma foto reflete os principais conceitos encontrados em percursos históricos, demonstrando um resultado real e despercebidos diante das inconstâncias da vida, mostra paradigmas dentre situações de manifestações cotidianas. Um registro fotográfico revela a memória, aflora nossas emoções despertando momentos e mostrando um passado não tão distante. São imagens captadas num momento de impulso só se sente o clique da máquina, mas ao traduzirmos essa imagem no papel temos outra percepção da que o cérebro enviou, “clique agora”, a imagem impressa se torna algo muito maior, algo nem mesmo percebido, as vezes imaginados. Porque não dizer que a imagem impressa seria como o som! O som transmite algo muito mais complexo e nos faz sentir um momento, uma criação. Assim sendo a imagem fotografada e logo depois impressa revela uma amplitude maior, se democratiza atingindo todas as camadas sociais que a ela tem acesso. Então as exposições fotográficas são de forma coerente a maneira mais correta de divulgar as emoções registradas.
24 fevereiro 2009
O trem ainda existe!
Estação Ferréa de Pelotas
(foto do alto do viaduto)
Rejane Botelho
- PENA QUE A POPULAÇÃO NÃO ESTAJA UTILIZANDO -
09 outubro 2008
Local: Parrillada Mercado Del Puerto
Endereço: Rua Rafael Pinto bandeira, 1889 – Pelotas – RS.
O fotógrafo Nauro Júnior, lançou ontem na “1ª Semana del Partrimonio Oriental”, exposição de diversas imagens que revelam passagens de sua carreira no pais vizinho – Uruguay, com o título “Otro Uruguay es posible” – onde preparou e planejou esse desafio.
No evento de abertura, contou com diversos amigos e a participação de jornalistas e músicos que vieram especialmente para abrilhantar ainda mais a organização da exposição. No mesmo, contamos com a abertura do novo espaço para shows da Parrillada Mercado Del Puerto, que tão bem nos recebeu.
EXPOSIÇÃO revive os tempos de grandes lutas de um povo, ficando para sempre marcado, deixando em nossos olhares uma passagem pelo tempo que na maioria fica despercebida, permitindo não somente aos admiradores da fotografia, mas a todos que desejam através de imagens passar por momentos de carinho e admiração pelo povo vizinho que tanto identifica-se com o povo do Rio Grande, revivendo e transmitindo a um plano mais inspirador que revela a irmandade que temos com o povo irmão uruguaio. Esse olhar de fotógrafo e artista revela um sentimento, criando num espaço de tempo que induz a momentos de reflexão: Outro Uruguay es posible?
Parabéns Nauro, continue este homem simples e talentoso, grande profissional.
Rejane Botelho
Exposição Fotográfica
Fotógrafo Nauro Júnior, prossificional da Zero Hora em Pelotas com Exposição Fotográfica “Outro Uruguay es posible” na 1ª Semana Del Patrimônio Oriental.
Local: Parrillada Mercado Del Puerto
Endereço: Rua Rafael Pinto bandeira, 1889 – Pelotas – RS.
07 outubro 2008
Concurso Fotográfico

REGULAMENTO
2 - O tema do Concurso Olhos de Ver é “Negritude”, com o objetivo de dar ao fotógrafo um amplo campo criativo, envolvendo gente, manifestações folclóricas, culturais, artísticas, sociais, esportivas, entre outras, que ressaltem a cultura afro-brasileira.
3 - Cada participante poderá apresentar no máximo 3 (três) fotos na técnica P&B (preto e branco) em moldura individual na cor branca ou preta e sem vidro. Os trabalhos deverão estar de acordo com o tema do concurso e não podem ter sido premiados em outros concursos.
3.1 - As fotos deverão ter tamanho mínimo de 20 x 25 cm e máximo de 24 x 30 cm. Tamanhos intermediários, que não sejam nem menores nem maiores que os limites estipulados, serão aceitos. Mesmo fotos em diapositivos (slide ou cromo) e imagens digitais somente serão aceitas se impressas dentro dos tamanhos estabelecidos. Não será permitido nenhum outro tipo de papel, apenas o fotográfico. Fotografias manipuladas digitalmente, com evidências de uso de artifícios de alteração drástica do original ou ainda que não atendam ao Regulamento do Concurso serão excluídas pela Comissão Julgadora.
4 - As fotos devem vir acompanhadas de Ficha de Inscrição, na qual os inscritos informarão os seguintes dados: nome completo do autor, endereço completo, telefone de contato e/ou e-mail, quantidade e título das obras. Não escreva nada no verso das molduras. Cole uma etiqueta no verso de cada uma delas e informe apenas se a imagem foi feita com filme negativo, ou diapositivo (cromo), ou se é uma captura digital.
5 - As fotos deverão ser entregues na inscrição, no período de 3 a 7 de novembro de 2008, pelo participante ou pessoa por ele autorizada mediante declaração por escrito. Não serão aceitas fotos remetidas via Correios. A taxa de inscrição é de R$ 5,00 (cinco reais) por trabalho inscrito.
5.1 - Inscrições no Espaço Arte & Eventos Zilah Costa – Parque D. Antônio Zattera nº 255, Centro – de segunda a quinta-feira, das 15h às 18h.
5.2 - Inscrições na Agência da Arte – Rua Anchieta nº 3051, Centro – de terça a sexta-feira, das 14 às 18hs.
6 - Os originais (negativo, diapositivo e arquivo digital) devem ser apresentados pelos autores selecionados para comprovação de obra inscrita. Não devem ser entregues negativos ou diapositivos na inscrição. Apenas os selecionados serão convocados a fazê-lo.
7 - Não poderão participar do concurso funcionários do 3º Milênio, da Agência da Arte, do Espaço Arte & Eventos Zilah Costa ou de qualquer uma das empresas e entidades que apóiam o concurso, bem como seus familiares.
8 - As fotos do Concurso Olhos de Ver serão usadas única e exclusivamente para a Mostra Coletiva de Fotografia “Olhos de Ver Negritude” e para a divulgação do evento no portal 3º Milênio (www.3milenio.inf.br) e/ou em outros sites, jornais e revistas para divulgação jornalística. Nenhuma foto fará parte de qualquer tipo de banco de imagens para comercialização nem será usada em publicidade, a não ser com a autorização do autor, detentor dos direitos patrimoniais e morais sobre a obra inscrita.
9 - Uma Comissão Julgadora será responsável pela escolha das fotos que participarão da exposição e, dentre estas, as premiadas. A escolha da Comissão Julgadora será feita pelo 3º Milênio, com a participação de fotógrafos profissionais de experiência comprovada.
9.1 - Não há obrigação de o 3º Milênio expor todas as fotos inscritas nem publicar todas as fotos selecionadas ou premiadas.
10 - Caberá à Comissão Julgadora indicar os três primeiros lugares (1º, 2º e 3º) e conferir ou não Menção Honrosa e Menção Especial.
11 - O julgamento dos trabalhos ocorrerá no dia 10 de novembro.
11.1 - A decisão da Comissão Julgadora é IRRECORRÍVEL E IRREVOGÁVEL.
12 - O resultado do Concurso será divulgado no dia 12 de novembro de 2008, no portal 3º Milênio (www.3milenio.inf.br) e no blog da Agência da Arte (www.agenciadaarte.blogspot.com).
13 - A Cerimônia de premiação acontecerá na abertura da exposição, no dia 20 de novembro, às 20h, no Espaço Arte & Eventos Zilah Costa.
13.1 - Ao 1º, 2º e 3º lugar será conferido troféu e diploma.
13.2 - À Menção Honrosa e à Menção Especial, se houver, será conferido diploma.
13.3 - Caso haja disponibilidade de recursos, poderão ser ofertados prêmios aos vencedores.
13.4 - Aos demais selecionados será conferido Certificado de Participação na exposição.
14 - As fotos inscritas poderão ser retiradas no Espaço Arte & Eventos Zilah Costa, no Parque D. Antônio Zattera nº 255, Centro, Pelotas (RS). A devolução será feita entre os dias 8 e 12 de dezembro de 2008, de segunda a sexta-feira, no horário das 15h às 18h. O participante que não comparecer ou não se fizer representar para retirar as fotos no local e período estabelecido, estará abrindo mão do material e dos direitos patrimoniais deste em favor do 3º Milênio.
15 - A participação neste Concurso implica total aceitação das regras deste Regulamento. Cada participante, ao preencher a Ficha de Inscrição, deverá assinar e datar a declaração que nela consta. Sem a assinatura, a inscrição será considerada inválida.
16 - A Comissão Julgadora é soberana para avaliar e decidir sobre os casos omissos neste Regulamento.
20 setembro 2008
15 setembro 2008
07 setembro 2008
19 agosto 2008
1. Titulo da oficina: Fotogramas da Memória e Exposição Digital
2. Ministrante
Francine Silveira Tavares¹, Janaina Schvambach² e Tais Soares³.
¹Graduada em Artes Visuais – Especialista em Memória, Identidade e Cultura Material – Mestranda do Curso de Memória Social e Patrimônio Cultural.
²Licenciada em Artes Visuais - Mestranda do Curso de Memória Social e Patrimônio Cultural.
³Licenciada em Artes - Especialista em Memória, Identidade e Cultura Material – Mestranda do Curso de Memória Social e Patrimônio Cultural.
3. Ementa
A oficina tem como proposta a instrumentalização daqueles interessados na técnica fotográfica intitulada fotograma, durante a oficina os participantes serão orientados desde a história até o processo de confecção. Propomos através da realização dos fotogramas o registro das memórias pessoais de cada participante. É um exercício de criatividade que utiliza conceitos de memória combinados aos objetos pessoais e ao universo da fotografia. Os fotogramas serão compostos por objetos que deverão ser levados pelos participantes, e que, de certa forma lhes evoquem memórias.
Maiores mais informações: http://www.ufpel.edu.br/ich/smpdiversidade/index_arquivos/Page498.htm
4. Carga horária total
4 horas
5. Data
27 de agosto, das 8:00 às 12:00.
6. Número de participantes
10
7. Local
Instituto de Artes e Design - Sala 203
Rua: Cel Alberto Rosa, nº 62
07 agosto 2008
CONVITE
Dia 08 de agosto/2008
Das 9 às 17hs
No entorno da Pça Cel. Pedro Osório em frente ao Teatro 7 de Abril
Realização: Pelotas Foto Clube
Apoio: Secult Mostra de aproximamente 18 fotográfos, totalizando 72 imagens dos mais variados olhares.Antecipadamente agradecemos, Pelotas
Foto Clube
Rejane
26 junho 2008
Ministrante Fernando Duran, formação em fotografia pelo Foto Cine Clube Gaúcho (RS e pela Escola de Belas Artes de Barcelona...
Cronograma - aulas aos sábados
Workshop de Fotografia - das 8 às 12h e das 14 às 18h
1ª Etapa 19/07/2008
2ª Etapa 26/07/2008
3ª Etapa 02/08/2008
Workshop de Photoshop - das 9 às 12h e das 14 às 19h
4ª Etapa 09/08/2008
Valor Workshop de Fotografia: R$ 100,00
Valor Workshop de Photoshop: R$ 75,00
Valor Workshop de Fotografia + Photoshop: R$ 150,00
Desc p/sócios do Pelotas FotoClube R$ 25,00
Forma PG: 6x no cartão do Shopping ModaMais ou 2 x no cheque.
Inscrições
Agência da Arte - Rua Padre Anchieta, 3051 - das 14 às 18h
Chip 7 Informática - Rua Gonçalves Chaves, 707 - das 9h às 12 e das 14 às 20h
Moda Mais - www.shopping.modamais.com.br
Período de Inscrição: 23 de junho a 16 de julho/2008
Vagas Limitas
Apoio
UFPel, Pelotas FotoClube, Agência da Arte, Chip 7 e ModaMais
24 junho 2008
DICAS Fotográficas
By Techfotos
Criado 11/16/2007 - 10:06
Na fotografia em preto e branco as vezes os contrastes não se apresentam de acordo com as cores naturais. Para compensar estas distorções podemos fazer uso de filtros coloridos para correção dos contrastes. Mas também podemos usar os filtros para conseguir-mos efeitos os mais diferentes.
Vejamos alguns filtros coloridos e os principais resultados da sua utilização:
Amarelo: quando a cena inclui o céu, este será escurecido e assim haverá o destaque das nuvens.
Verde: também escurece o céu, e deixa os tons da vegetação claros.
Vermelho: aumenta os contrastes, escurece o céu em maior proporção do que o filtro amarelo e se for vermelho escuro o tom do céu se tornará quase negro dando um aspecto dramático ao mesmo.
Azul: muito usado para aumentar a névoa da paisagem.
Polarizador: Usado principalmente para eliminar ou diminuir os reflexos em vidros, metais ou água.
Densidade neutra: utilizado quando necessitamos reduzir a quantidade de luz da foto, no caso de estarmos utilizando filmes de alta sensibilidade (400ASA ou mais) em condições de sol intenso.
Ultravioleta: apresenta ótimos resultados quando se deseja eliminar a névoa em fotos de natureza, melhorando assim a nitidez da imagem.
autor: Prof. Valter FrançaArte Digital e Fotografia - Valter França / Juiz de Fora / Mg
Tirar fotografias não é uma tarefa tão fácil quanto pode parecer. Ahabilidade em fotografar vai muito além de um simples apertar de umbotão. Veja a seguir algumas dicas básicas para melhorar suas fotos.
1) Enquadramento
Tente fugir do clichê de colocar o assunto sempre no meio da foto.Desclocar o objeto principal da imagem pode fazer toda a diferençapara deixá-la mais interessante.
Divida mentalmente o visor da câmera em três colunas e três linhas,como em um jogo da velha. As intersecções das linhas são os pontosmais interessenantes da sua foto. As linhas em si também mostrampontos de destaque, para colocar os olhos de uma pessoa ou ohorizonte, por exemplo.
2) Flash desnecessário
Uma das coisas mais complicadas na fotografia é aprender a usar oflash de forma correta. Usar o flash muito em cima pode deixar a fototoda clara, e muito longe, escura.
Lembre-se que o flash tem um alcance limitado, de normalmente três acinco metros, às vezes um pouco mais. Não adianta deixar o flashligado em uma foto onde o foco é um objeto a 30 metros.
Um bom exemplo de mau uso do flash são shows. Em linhas gerais, não énecessário luz extra alguma nesse caso. A luz do palco é mais do quesuficiente para sua foto. Usar flash só vai iluminar as cabeças dequem está na sua frente, fazendo sumir o resto.
3) Flash necessário
Um ambiente escuro não é o único lugar onde o flash é um acessórionecessário. Em uma foto contra-luz, por exemplo, o flash pode serusado como preenchimento.
Quando você for tirar uma fotografia de alguém com uma fonte de luz aofundo, como o sol, por exemplo, você pode notar que o sol vai ficarbrilhante e somente a silhueta da pessoa vai aparecer. Neste caso oflash irá suprir a falta de luz, deixando ambos visíveis.
4) Cuidado com o fundo
Tenha muito cuidado ao selecionar o local onde você vai tirar umretrato. A escolha do que aparece ao fundo é tão importante quando oque vem em primeiro plano.
Cores vibrantes, linhas e outros objetos podem interferir ou tirar aatenção do foco. Um erro engraçado, porém muito comum, é tirar foto deuma pessoa em frente a uma árvore onde os galhos parecem formarchifres sobre sua cabeça.
5) Retratos
Aproxime-se. Quando o assunto é uma pessoa, o que se quer mostrar é,oras, a pessoa. Não tenha medo de chegar perto. Se quiser, pode atécortar um pouco da parte de cima da cabeça. A esta distância épossível reparar em detalhes como sardas e cílios. O que não podeacontecer é aquele monte de nada na volta e um pequeno sujeito nomeio.
6) Olhe nos olhos
Tire fotos na altura dos olhos da pessoa. Para tirar foto de criançafique de joelhos, sente, atire-se no chão. Faça o necessário paraficar ao nível dela.
7) Fotos verticais
Muitos assuntos exigem uma foto vertical. Se o foco tiver mais linhasverticais, como um farol ou uma escada, vire a câmera.
8) Aproveite a luz
Não há luz mais bonita que a luz natural do sol. Sempre que puder,aproveite-a. Posicione-se de forma a deixar a fonte de luz à suascostas, aproveitando assim a iluminação. É impressionante quantadiferença pode fazer um simples passo para o lado.
A luz difusa de um dia nublado é excelente para realçar cores esuavisar contornos, sendo excelente para tirar retrados.
É preciso de muito cuidado ao usar o flash. A luz dele, além de forte,tem uma cor diferente a do ambiente. Uma luz dura vai deixar rugas eimperfeições muito mais aparente. Já notou como sempre se fica feio emfoto 3x4? Eis a resposta.
9) Cor
A maioria das câmeras digitais vêm com controle de cor, ou whitebalance. Esse controle de cor faz com que o branco seja realmentebranco sob determinada fonte de luz. Mas as configurações pré-selecionadas da câmera nem sempre são as mais indicadas para quem querfidelidade.
A configuração para dias ensolarados, normalmente indicada por umpequeno sol, dá um tom mais amarelado às fotos. Essa tonalidade dá umasensação de calor e afeto, tornando a foto mais interessante sobdeterminados aspectos.
Experimente bastante o controle de cor até acertar o que mais seadequa ao que você quer.
10) Experimente
A fotografia é muito subjetiva, não há regras. O mais importante éaprender a dominar a luz e sua câmera, para depois fazer o quequiser.
Fonte: Terra Foto & Cine
HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA DIGITAL
A crise de 1929 e dos anos subseqüentes teve sua origem no grande aumento da produção industrial e agrícola nos EUA durante a Primeira Guerra Mundial, uma vez que o mercado consumidor, principalmente o externo, representado pelos países em guerra na Europa e pelos da América Latina, tradicionais consumidores dos produtos europeus, conheceu ampliação significativa.
A partir de 1925, apesar de toda euforia reinante, a economia norte-americana começou a enfrentar sérios problemas:Enquanto a produção industrial e agrícola cresceu num ritmo acelerado, o aumento dos salários foi muito lento. A conseqüência progressiva da mecanização da indústria e da agricultura foi o desemprego que aumentou de modo preocupante.
Os países europeus recuperando-se dos prejuízos de guerra os levou a comprar cada vez menos dos EUA e a concorrer com eles nos mercados internacionais.
Por falta de consumidores internos e externos, começaram a sobrar grandes quantidades de produtos no mercado norte-americano, configurando-se, assim, uma crise de superprodução. Diante disso, os agricultores viram-se obrigados a armazenar cereal. Para tanto, tiveram que pedir empréstimos bancários, oferecendo suas terras como garantia de pagamento, o que muitas vezes os levou a perdê-las. Os industriais, por sua vez, foram forçados a diminuir o ritmo da produção e, conseqüentemente, a despedir milhares de trabalhadores, aprofundando a crise.
A pesar da crise galopante, os pequenos, médios e grandes investidores continuaram especulando com ações. Comercializavam esses papéis por preços que não condiziam com a real situação das empresas. Enfim, agiam como se a economia do país estivesse saudável. Entretanto, como era de se esperar, chegou o momento em que a crise atingiu a Bolsa de Nova Iorque, um dos importantes centros do capitalismo mundial. Refletindo a real situação das empresas, os preços das ações começaram a baixar. Os acionistas correram para tentar vendê-las, mas não havia quem quisesse comprá-las. Em 29 de outubro de 1929, havia 13 milhões de ações à venda, mas faltavam compradores. O resultado foi que os preços das ações despencaram, ocorrendo o crash (quebra) da Bolsa de Valores de Nova Iorque. Com isso, milhares de bancos, indústrias e empresas rurais foram à falência e pelo menos 12 milhões de norte-americanos perderam o emprego. Abalados pela crise, os EUA reduziram drasticamente a compra de produtos estrangeiros e suspenderam totalmente os empréstimos a outros países. Assim, a crise propagou-se rapidamente por todo o mundo capitalista. Os Estados Unidos retomam a sua estabilidade econômica, durante a Segunda Grande Guerra Mundial.
A crise de 1929 fez com que os futuros investidores refletissem melhor, sobre o que fazer nas próximas décadas. Novos institutos de pesquisas econômicas foram criados para projetar e avaliar a conjuntura econômica mundial do próximo milênio. A corrida espacial norte-americana e os investimos na tecnologia digital são exemplos concretos disto.Os Estados Unidos, durante segunda grande guerra mundial já havia testado exaustivamente a digitalização nas comunicações por meios de mensagens criptografadas para táticas bélicas e serviços de contra espionagem.
DIGITAL, MERCADO ESTÁVEL
Foto da superfície do planeta Marte, Mariner 4;
Ainda não eram “puramente digitais”, já que os sensores daquela época capturavam imagens por princípios analógicos televisivos. A necessidade dessa nova invenção se justificava da seguinte forma: ao contrário das tradicionais missões tripuladas, onde os astronautas retornavam à Terra para revelar os filmes (as famosas fotos da Lua, por exemplo), as sondas que sumiriam para sempre no espaço precisavam de uma forma eficaz de transmitir suas descobertas eletronicamente.
O propósito da época era investir em bem de consumo estável para o próximo milênio, justificando a nova demanda pela estabilidade política capitalista.
As primeiras fotos são de 1965, mas a Mariner 4 foi lançada ainda em 1964. Neste mesmo ano, os laboratórios da RCA criavam o primeiro circuito CMOS, sem ter a menor idéia de que um dia este seria a base das primeiras câmeras digitais. Já o CCD, primeiro tipo de sensor usado na fotografia digital, foi inventado em 1969, nos laboratórios Bell. A primeira versão comercial chegaria ao mercado em 1973, obra da Fairchild Imaging. Batizado de 201ADC capturava imagens de 0,01 megapixels.
Em 1975, a Kodak apresentaria o primeiro protótipo de uma câmera sem filme baseada no sensor CCD da Fairchild. O equipamento pesava quatro quilos e gravava as imagens de 0,01 megapixels em fita cassete – uma a cada 23 segundos! No ano seguinte, a própria Fairchild, por sua vez, colocaria no mercado sua câmera de CCD, a MV-101 – o primeiro modelo comercial da história.
A primeira câmera digital seria a Fairchild All-Sky Camera, um experimento construído na Universidade de Calgary, no Canadá, a partir do sensor 201ADC mencionado acima. Diferente de todos os outros projetos de astrofotografia da época, quase todos baseados nesse mesmo sensor, a All-Sky tinha um microcomputador Zilog Mcz1/25 para processar as imagens acopladas, o que lhe renderia o título de “digital”.
Apesar do pioneirismo da Kodak e da Fairchild, quem daria às câmeras sem filme (ainda não digitais) o status de produto de consumo seria a Sony, que em 1981 anunciaria sua primeira Mavica, com preço estimado em US$ 12 mil. O protótipo, de 0,3 megapixels, armazenava até 50 fotos coloridas nos inovadores Mavipaks, disquetes de 2 polegadas precursores dos de 3½ atuais, também inventados pela Sony. Suas imagens, entretanto, eram similares às imagens televisivas estáticas.
Mas a segunda revolução, ainda segundo a PMA, (Phorography Marketing Association, Estados Unidos) aconteceu durante o ano de 2003, quando, pela primeira vez, a penetração das câmeras digitais superou os 22% das residências americanas (patamar a partir do qual um produto é considerado “de massa”), chegando a 28%. No ano passado, atingiu 41%, o que leva a crer que, neste momento, há uma câmera digital em mais da metade dos lares norte-americanos.
No mesmo ano, as câmeras digitais também fizeram uma outra conquista significativa: passaram a ser mais usadas pelas mulheres do que pelos homens – o que terá um grande impacto no mercado de revelação. Entre 1999 a 2003, houve um salto de 46 para 53% de usuárias femininas de câmeras digitais.
Ao mesmo tempo em que crescem as vendas, cresce a resolução dos modelos mais populares. Em agosto de 2005, a fatia mais disputada do mercado foi a das câmeras de 5 megapixels, responsável por 39% das unidades vendidas e 38% da receita. A segunda faixa mais popular, constituída pelos modelos de 4 megapixels, respondeu por 30% das câmeras vendidas, mas apenas 19% do faturamento – quase o oposto do segmento de 7 ou mais megapixels, com 14% das unidades e 29% da receita.
Para efeito de comparação, a PMA revela que no início de 2005, os modelos mais populares eram os de 4 megapixels, posição que um ano antes, era ocupada pelas câmeras de 3 megapixels. Em compensação (e provavelmente por causa disso), os preços vêm caindo rapidamente: as câmeras de 5 megapixels queridinhas dos consumidores, por exemplo, devem ficar 12% mais baratas até o fim do ano (em relação aos preços de agosto, nos Estados Unidos).
Aqui no Brasil, conforme a Revista Info Exame, edição de abril 2005, o crescimento da fotografia digital foi de 160% em 2004, atingindo um milhão de unidades vendidas, com uma penetração ainda irrisória, de apenas 3%, segundo o IDC. Não se sabe se esses números consideram o mercado informal e as câmeras trazidas legalmente por viajantes internacionais, mas o fato é que ainda há muito espaço para crescer.
As conseqüências do aumento do número de câmeras, mudanças ainda mais radicais vêm acontecendo no mercado de filmes (em franca desaceleração) e revelação (em processo de adaptação), onde sempre se concentraram os maiores lucros do setor. Não é à toa que mega-empresas como a Kodak estão tendo que se reinventar e outras, como a tradicional Agfa, estão fechando as portas em dezembro de 2005.
CONCLUSÃO:
Por enquanto, a imagem digital veio para ficar. Não para substituir o que já foi conquistado, mas para facilitar a nossa vida, agregando novos valores. Portanto, é mais uma técnica, um recurso de linguagem que devemos aprender e usufruir em todos os seus aspectos. A despeito de toda esta tecnologia, podemos prenunciar que a "fronteira final da fotografia" ainda não foi atingida e a boa imagem fotográfica, independente da ferramenta ou mídia utilizada, ainda demanda luz, sensibilidade e intelecto criativo do fotógrafo.
Mas, muito em breve essas formas de representação bidimensional serão gradativamente substituídas pela próxima revolução: holografia e hologramas.
1920 - início da transmissão de imagens Londres/Nova York pelo cabo submarino - 3 horas.
Pelotas











